segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Escuuuuuta... Preciso de tempo para falar de amor...


Escuuuuuuuuuuta...
Essa "historinha" eu sempre conto em minhas palestras.
Tem que tem 'TEMPO' pra lê-la.
(Ah! Não sei quem é o autor)

Quando João tinha somente cinco anos,
a professora do jardim de infância pediu aos alunos
que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.
João desenhou a sua família.
Depois, traçou um grande círculo com lápis
vermelho ao redor das figuras.
Desejando escrever uma palavra acima do círculo,
ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora.

— Professora, como a gente escreve.........?

Ela não o deixou concluir a pergunta.
Mandou-o voltar para o seu lugar
e a não se atrever mais a interromper a aula
João dobrou o papel e o guardou no bolso.

Quando retornou para sua casa,
naquele dia, ele se lembrou do desenho
e o tirou do bolso.
Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha,
foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou
para o grande círculo vermelho.


Sua mãe estava preparando o jantar,
indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa.
Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela.

— Mamãe, como a gente escreve...?

— Menino, não dá para ver que
estou ocupada agora?
Vá brincar lá fora.
E não bata a porta, foi a resposta dela.

Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso.
Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso.
Olhou para o grande círculo vermelho,
foi até à sala e pegou o lápis.
Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai.

Alisou bem as dobras e colocou
o desenho no chão da sala,
perto da poltrona reclinável do seu pai.

— Papai, como a gente escreve...?

— João, estou lendo o jornal
e não quero ser interrompido.
Vá brincar lá fora. E não bata a porta.

O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso.
No dia seguinte, quando sua mãe separava
a roupa para lavar, encontrou no bolso
da calça do filho enrolados num papel,
uma pedrinha, um pedaço de barbante
e duas bolinhas de gude.
Todos os tesouros que ele catara
enquanto brincava fora de casa.
Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.

Os anos rolaram...

Quando João tinha 28 anos,
sua filha de cinco anos, Ana, fez um desenho.
Era o desenho de sua família.
O pai riu quando ela apontou uma figura alta,
de forma indefinida e disse:

— Este aqui é você, papai!

A garota também riu. O pai olhou pra o grande
círculo vermelho feito por sua filha
ao redor das figuras e lentamente
começou a passar o dedo sobre o círculo.

Ana desceu rapidamente do colo do pai e avisou:

— Eu volto logo!

E voltou. Com um lápis na mão.
Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai,
posicionou a ponta do lápis perto do topo
do grande círculo vermelho e perguntou:

— Papai, como a gente escreve amor?

Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha
e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a
a formar as letras, enquanto dizia:

— Amor, querida, amor se escreve
com as letras T...E...M...P...O (TEMPO).

***


Conjugue o verbo amar todo o tempo.

Use o seu tempo para amar.
Crie um tempo extra para amar,

não esquecendo que (...) o que importa é ter

quem ouça e opine, quem participe e vibre,

quem conheça e incentive.


(...)


Por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie.

Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo...

bom, o tempo é uma questão de escolha."



Minha postura é: digo que amo, porque amo.

E quero amar.

Aline


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